Social
14/05/2020
Presidente da CEEE confirma privatização no fim do ano

Intenção é realizar venda no quarto trimestre. Pandemia trouxe queda de 14% no faturamento. O presidente do Grupo CEEE, Marcos Soligo, confirmou que a privatização da estatal gaúcha deverá acontecer no quarto trimestre do ano. A Agência CanalEnergia já havia revelado a disposição do governo gaúcho em fazer a venda ainda este ano. No webinar “Conversa com CEOs – Desafios do setor elétrico pós-pandemia” realizado pela Delta Energia, o executivo contou que a pandemia de Covid-19 não está atrapalhando as etapas do processo, que pode ser realizado em home office. “Não havia motivo de parar”, disse. O faturamento da CEEE-D caiu cerca de 14% após a pandemia e a inadimplência da distribuidora pulou de 3% para 11%.O executivo reforçou a importância da privatização, uma vez que a CEEE-D não goza de boa saúde financeira, sem conseguir sequer recolher o ICMS para o governo estadual. “Isso é uma vergonha, ela precisa de uma reestruturação urgente. É uma empresa insolvente”, critica. As subsidiárias de geração e transmissão também serão privatizadas. Soligo acredita que a empresa privada terá um desempenho condizente com o potencial da sua área de atuação.Na Cemig, que teve o seu presidente Reynaldo Passanezi como um dos participantes do webinar, a queda no faturamento está em 12% na distribuição e a inadimplência transita entre 10% e 15%.  O executivo da estatal mineira disse que mesmo na pandemia, a Cemig não interrompeu seu programa de investimentos, que é de R$ 6 bilhões até 2022. A empresa tem investido na melhoria do atendimento nos canais digitais.Para Daniel Slaviero, presidente da Copel, a preocupação maior é com o ‘timing’ da solução que o governo vai apresentar para as distribuidora. Segundo ele, a conta-covid já está madura e embora com discussões já avançadas, todos os problemas não serão resolvidos de uma só vez, o que demanda rapidez na tomada de decisão. “Depois da parte financeira vem as questões econômicas, que são tão ou mais importantes e uma já está afetando a outra”, avisa. Slaviero também elogiou a diferenciação  que os consumidores que migrarem par ao ACL continuarão participando da conta-covid, o que não aconteceu na conta-ACR.

PEDRO AURÉLIO TEIXEIRA, DA AGÊNCIA CANALENERGIA, 14/05/2020