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07/12/2020
Aquisição da CEB elevará alavacagem da Neoenergia a 3,6 vezes, diz executivo

A alavancagem da Neoenergia deve aumentar para 3,6 vezes até o final de 2021, com a aquisição na última sexta-feira da distribuidora CEB por cerca de 2,5 bilhões de reais, estimou nesta segunda-feira um executivo da elétrica controlada pelo grupo espanhol 
Iberdrola.Segundo apresentação da companhia, a alavancagem da Neoenergia era de 2,85 vezes (dívida líquida/Ebitda) no final do terceiro trimestre, com o endividamento líquido da companhia estimado em 16,8 bilhões de reais.“Estamos mirando atingir 3,6 vezes, no final de 2021”, declarou o diretor-executivo de Finanças e de Relações com Investidores, Leonardo Gadelha, ressaltando que o aumento da alavancagem não traz preocupação porque o “esgotamento” da dívida está bem distribuído ao longo dos 
próximos anos.“Tem concentração baixa da dívida em 21 e 22, ela está bem distribuída, a gente não vê preocupação com a questão da alavancagem”, acrescentou.Questionado se a bilionária aquisição da CEB, que atua no Distrito Federal, poderia afetar o apetite da Neoenergia pelo leilão de projetos de transmissão no Brasil, previsto para 17 de dezembro, o executivo indicou que não.“Estamos concluindo grande parte dos projetos de transmissão... vamos reavaliar a estratégia do leilão, mas, caso a gente tenha êxito, esse capex não vai pressionar alavancagem em 2021”, afirmou Gadelha.Ele explicou que, se a companhia adquirir algum projeto no leilão de transmissão, os investimentos ocorreriam a partir de 2022, devido ao tempo de assinatura de contrato e licenciamento.“O apetite no leilão depende do cumprimento da disciplina de capital que a Neoenergia tem. O apetite será marcado pela rentabilidade dos ativos”, acrescentou o presidente da empresa, Mario José Ruiz-Tagle, em evento com investidores e analistas.Segundo a apresentação, a aquisição da CEB será suportada exclusivamente 
pelo balanço da Neoenergia, sem a necessidade de aumento de capital.A empresa disse ainda que tem acesso a diferentes fontes de financiamento, com “custos extremamente competitivos”.A elétrica informou também que 2022 será o primeiro ano completo após a consolidação da CEB na empresa, e prevê “impactos positivos” desde o primeiro ano.Os executivos justificaram a aquisição da CEB apontando que o ativo é uma 
das “últimas oportunidades de consolidação do setor de distribuição do Brasil”, além do fato de Brasília contar com o maior PIB per capita do país, o que garante potencial máximo de agregação de valor à empresa.A Neoenergia também prevê, no que diz respeito ao combate eficiente a perdas da CEB, ficar dentro dos limites regulatórios até 2023, por meio da regularização da maior parte dos clientes clandestinos (já mapeados), nos primeiros dois anos.Em relação ao combate à inadimplência, a empresa espera se adequar ao nível regulatório em quatro anos, com aumento de ações de campo, além de revisão de condições de renegociação para os clientes em atraso.A empresa estimou ainda a taxa de retorno da aquisição na faixa entre 9% e 10%.

Por Roberto Samora
SÃO PAULO (Reuters) 7/12/2020